Meio Ambiente - Água

Mensagem publicada originalmente no Boletim da Comunidade Neopagã Brasileira, 1ª edição, julho de 2003

Fonte: Site EducaRede (www.educarede.org.br)

A Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou 2003 como o Ano Internacional da Água Doce, com o objetivo de aumentar a conscientização da importância de se preservar os recursos naturais.

Estima-se que em 25 anos, 1/3 da população da Terra ficará sem esse recurso essencial à vida, caso não sejam tomadas atitudes urgentes, passando por decisões políticas e governamentais e também pela educação e conscientização das novas gerações.

Enquanto a população mundial, de 6 bilhões de pessoas, cresce em ritmo acelerado (1,5% ao ano), a quantidade de água tem permanecido constante nos últimos 500 milhões de anos. O planeta Terra tem 71% de sua superfície constituída por água, porém, desse montante, somente 2,5% são de água doce e apenas 0,75% pode ser considerado aproveitável (os 1,75% está em calotas e geleiras polares). Em algumas regiões, como no Oriente Médio, já são constantes as desavenças que a escassez de água vem proporcionando.

O volume de água em circulação depende do ciclo hidrológico: precipitação (chuvas), escoamento (rios) e fluxo de águas subterrâneas. A quantidade de água doce gerada é hoje basicamente a mesma de 1950 e deve se manter em 2050. As mudanças climáticas serão responsáveis por 20% do aumento da falta d'água, segundo a ONU. Nas cidades sem serviço de saneamento básico e rede de esgoto, os detritos são lançados nos rios e no mar, além dos dejetos industriais. Atualmente, estima-se que haja 120 mil km³ de água contaminada no mundo - quantidade maior do que o total das dez maiores baciais hidrográficas do planeta.

A água é um dos pontos mais debatidos desde a realização da Cúpula de Johanesburgo (África do Sul), em 2002, quando foram criadas as Metas do Milênio. Trata-se de uma proposta de reduzir pela metade a falta de acesso à água potável (hoje, 1,4 bilhão de pessoas) e a um sistema básico de saneamento (2,3 bilhões) até o ano 2015. Em março de 2003, o 3º Fórum Mundial da Água, no Japão, e o Fórum Social das Águas, em Cotia (SP), discutiram várias ações que podem decidir o futuro da água.

Há muitas formas através das quais podemos contribuir no dia-a-dia com essa causa e com o meio ambiente em geral. A ação individual é uma questão de ética, cidadania, civismo e humanismo. Exemplos de atitudes e ações individuais:

  • Coletar e disseminar informações sobre preservação e revitalização de águas;
  • Dar preferência a embalagens de papéis e papelões recicláveis ou de outros materiais degradáveis, em lugar de embalagens de plástico ou de isopor;
  • Reduzir a produção de lixo;
  • Produzir mudas, plantar, cuidar e distribuir flores, plantas medicinais e árvores;
  • Incluir a família e os amigos no cuidado das águas;
  • Incentivar e desenvolver atividades de piscicultura (criação de peixes);
  • Produzir textos, ler textos e incentivar a produção de textos sobre águas;
  • Evitar saquinhos e sacolas de plásticos oferecidos exageradamente por padarias, supermercados, sacolões, bancas de jornais etc;
  • Incentivar e desenvolver criação de animais silvestres em projetos cadastrados no Ibama;
  • Demonstrar efetivo interesse pela preservação de águas subterrâneas;
  • Dar preferência a produtos de madeiras cultivadas ecologicamente, com selo verde;
  • Em lazer e turismo, dar preferência a atividades que não poluam e não agridam o meio ambiente;
  • Incentivar e desenvolver atividades de monitoramento de qualidade e de quantidade de Águas;
  • Produzir artesanatos com matérias-primas que seriam consideradas lixo ou direcioná-las a quem faça bom uso artístico ou econômico delas;
  • Incentivar e desenvolver atividades de produção de adubo orgânico;
  • Escolher detergentes e desinfetantes, sabão em pó, sabão em barra, sabonetes, xampus e outros produtos domésticos lembrando-se que o resíduo dele vai para alguma água. Por isso dar preferência aos biodegradáveis e aos naturais;
  • Trocar válvulas de descarga por caixas de 6 litros. A válvula de descarga gasta de 10 a 30 litros de água cada vez que é acionada;
  • Tomar duchas rápidas em vez de banhos de imersão;
  • Deixar a torneira aberta pelo menor tempo possível ao escovar os dentes, lavar o rosto e as mãos, fazer a barba etc;
  • Consertar as torneiras que estão pingando. Uma torneira pingando pode gastar mais de 40 litros de água por dia.

Livros

O livro "Gente cuidando das Águas", de Demóstenes Romano, Patrícia Sartini e Margarida Maria Ferreira (Mazza Edições), propõe uma nova abordagem para a atuação voluntária voltada para a luta ambiental. De acordo com a publicação, é importante que o voluntariado perca a visão de sacrifício e heroísmo diante do problema.

A Unesco disponibiliza em seu site cadernos sobre o tema água, entre eles: "A ética do uso da água doce: um levantamento" e "Gestão da Água no Brasil". Para acessar a página de publicações da UNESCO, clique aqui.

Links

Água On-Line
www.aguaonline.com.br
Revista digital sobre água, saneamento e meio ambiente que traz notícias, artigos e indicações bibliográficas sobre o assunto.

Associação Brasileira de Águas Subterrâneas - ABAS
www.abas.org
Informações sobre legislação, estudos e links relacionados à questão da água. Destaque para a ABAS Infantil, que oferece jogos, dicas de alimentação, higiene e redações enviadas por leitores mirins.

Associação Brasileira de Recursos Hídricos
www.abrh.org.br
A ABRH tem por finalidade congregar pessoas físicas e jurídicas ligadas ao planejamento e à gestão dos recursos hídricos no Brasil. O site traz notícias, anais virtuais de eventos, artigos científicos e legislação sobre recursos hídricos no Brasil.

Rede das águas
www.rededasaguas.org.br
Informações sobre ciclo da água, conflitos e disputas pela água, usos e ameaças à água, além das bacias hidrográficas brasileiras, legislação e papel da sociedade civil na política de recursos hídricos.

Semana da Água
www.ircsa.org.br/agua
Site da Associação Internacional de Sistemas de Captação de Água de Chuva (IRCSA) para divulgação de eventos e materiais produzidos para a "Semana da Água". Traz textos sobre a distribuição da água na Terra e a disputa atual pelo recurso.



Categoria: Ambientalismo
Escrito por Carina às 17h53
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Lutando pelo mundo que queremos!

(Publicado originalmente no boletim da Comunidade Neopagã Brasileira em maio de 2005)

Não é suficiente sonhar com um mundo perfeito, justo, sem poluição, sem crueldade, etc. Nem é suficiente indignar-se com o mundo em que vivemos, e virar as costas para ele. Se queremos um mundo melhor, temos que lutar por isso. Felizmente, cada vez mais pessoas estão se dando conta disso, e colocando mãos à obra. Uma dessas pessoas, que admiro muito, é Starhawk, que aqui no Brasil infelizmente só é conhecida pelo livro “Dança Cósmica das Feiticeiras”, o único (de não-ficção) traduzido para o português, que é seu primeiro livro, publicado em 1979. Desde então, o pensamento da autora tem evoluído cada vez mais no sentido de uma espiritualidade da terra voltada para a ação efetiva, para a mudança. Isso se reflete nos títulos publicados em inglês pela autora, mas que não saíram no Brasil (vai aí um puxão de orelha nas editoras brasileiras) – "Dreaming the Dark – Magic, Sex and Politics", de 1982 (Sonhando a Escuridão – Magia, Sexo e Política), "Truth or Dare – Encounters with power, authority, and mystery", de 1987 (Verdade ou Conseqüência – Encontros com o poder, a autoridade e o mistério), "The Twelve Wild Swans – a journey to the realm of magic, healing and action", de 2000 (Os doze cisnes selvagens – uma jornada ao reino da magia, da cura e da ação), "Webs of power – notes from the global uprising", de 2002 (Teias de poder – notas da revolta global), e "The Earth Path – Grounding Your Spirit in the Rhythms of Nature", de 2004 (O Caminho da Terra – Aterrando seu espírito nos ritmos da natureza), além dos livros de ficção, "A Quintessência Sagrada", publicado em português, e "Walking to Mercury" (Caminhando para Mercúrio), que falam sobre como pode ser o nosso futuro caso lutemos para criá-lo da forma que queremos.

Vejo Starhawk como um exemplo de luta, e do tipo de atitude que devemos ter se quisermos transformar a realidade – e curar a terra. Veja, por exemplo, a apresentação do seu último livro, "The Earth Path":

"O livro é inspirado na percepção de que mesmo as pessoas que se denominam pagãs e proclamam a natureza como sagrada não vêem com clareza os processos através dos quais a natureza realmente funciona. 'The Earth Path' aborda a profunda desconexão espiritual e conceitual que está na raiz de nossa destruição ambiental, e mostra como podemos re-enraizar nosso espírito, nossa política, e nossa vida diária com um relacionamento profundo com a Terra. O livro também inclui boa parte da síntese da espiritualidade baseada na terra e da permacultura prática com a qual tenho trabalhado em nossos treinos de ativismo."

Acredito na importância de mostrar o trabalho que pessoas como ela desenvolvem pelo mundo, para inspirar os pagãos brasileiros – e também os não-pagãos – a agir.

Veja o que Starhawk escreve a respeito dos preparativos dos ativistas para manifestações durante o encontro da cúpula do Grupo dos Oito países mais industrializados do mundo, em julho próximo, na Escócia:

"A Cúpula do G8, encontro dos chefes-de-estado dos oito países mais poderosos do mundo, será realizada em Gleneagles, na Escócia, entre 6 e 8 de julho. Grandes manifestações estão sendo planejadas, e a organização está sendo feita na Escócia e na Grã-Bretanha há mais de um ano, e boa parte desse trabalho é bastante visionário. Centros de convergência urbana e acampamentos rurais serão projetados para mostrar uma visão do mundo que queremos, e demonstrar formas equilibradas e ambientalmente amigáveis de satisfazer as necessidades humanas. Em junho, um encontro do Cre8 (grupo de pessoas que protestam pela mudança, em vez de apenas protestar contra o G8) trabalhará com comunidades locais, urbanas, na criação de um jardim e um centro social no local onde se pretende construir uma estrada. Espaços de cura espiritual e celebrações estão sendo planejados por uma rede britânica envolvida com espiritualidade baseada na terra. E, é claro, haverá fóruns, uma marcha que deve ser a maior manifestação já realizada na Escócia, e ação direta pacífica.

Estou muito animada. Eu acredito que esta mobilização tem o potencial de demonstrar verdadeiramente o que nós apoiamos e o que combatemos, e de fazer com que as pessoas voltem para seus lares com algumas das habilidades e com a experiência de que precisam para criar o outro mundo que nós sempre dizemos ser possível. Eu estou ajudando na organização de diversas formas. No fim de maio, Erik Ohlsen (instrutor e profissional de permacultura) e eu daremos um curso de permacultura, conjuntamente com instrutores locais escoceses, para ajudar a preparar as pessoas para participarem do projeto e construção do acampamento ecológico e dos espaços de convergência. Também estou em contato com o coletivo que está oferecendo treinamento em ação direta pacífica em diversas comunidades na Grã-Bretanha neste último ano. Ficarei na Escócia boa parte do mês de junho para ajudar nos projetos e treinamentos – fazendo um desvio para o sul para um workshop em Londres no Alternatives (organização que promove palestras sobre diversas áreas espirituais, www.alternatives.org.uk). Outras pessoas do coletivo RANT (Root Activist Network of Trainers, www.rantcollective.net) também virão para a Escócia no fim de junho, para ajudar dando suporte ao grande trabalho que já está sendo feito pelos treinadores locais.

Para receber notícias sobre as atividades da Starhawk (em inglês), envie um e-mail para Starhawk-subscribe@lists.riseup.net, colocando a palavra "subscribe" na linha de "assunto".

Escrito por Carina às 17h22
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Rumo a uma espiritualidade ativista (parte 1)

 

Por Starhawk (www.starhawk.org)

Nenhuma pessoa em sã consciência e que zele por sua vida quer ser um ativista político. Quando o ativismo é empolgante, ele tende a envolver o risco de ferimentos físicos e encarceramento, e quando é seguro, é geralmente monótono, árido e tedioso. O ativismo tende a colocar as pessoas em contato com pessoas extremamente desagradáveis, sejam elas repórteres da mídia, policiais da tropa de choque ou, às vezes, seus companheiros ativistas. Além disso, ele gera uma grande sensação de frustração e raiva, deixa sua garganta dolorida de tanto gritar, e fere seus pés.

Entretanto, neste momento da história, nós somos chamados à ação como se realmente acreditássemos que a Terra é um ser vivo e consciente do qual fazemos parte, que os seres humanos são interligados e valiosos, e que a liberdade e a justiça para todos é uma coisa desejável.

Quando fundamos o Reclaiming há duas décadas, nossa intenção era unir espiritualidade e política. Ou, mais precisamente, alguns de nós, para os quais espiritualidade e a política eram inseparáveis, queriam criar uma prática e uma comunidade que refletisse essa integração.

Agora, com as forças de Bush partindo para uma guerra explosiva, com terríveis problemas ambientais e sociais sendo deixados de lado, a necessidade de ativismo é mais forte do que nunca. Os riscos nunca foram tão altos, e o sentimento de urgência é palpável.

O pessoal do Reclaiming tem sido ativo – participando de marchas e manifestações e protestos de Seattle a Washington DC, trazendo magia, rituais e danças espirais para dentro do que às vezes se assemelha a um campo de batalha. E fazendo o trabalho de iniciativa por trás do protesto – ajudando a organizar nossas comunidades, fornecer cura, alimentos, nutrição às crianças, música, arte, e ritual – todas as coisas que incorporam o mundo em que queremos viver.

A integração de magia e ativismo às vezes significa colocar a magia em ação – fazer a dança espiral no meio do gás lacrimogêneo na cidade de Quebec, ou na estação Grand Central, cercados por policiais da tropa de choque. Pode significar iniciar nosso planejamento estratégico com um transe ou uma leitura de tarô, ou invocando a Água quando trabalhamos contra a privatização dos recursos hídricos.

Mas essa integração também significa que nossos rituais são instruídos pelo nosso ativismo, e pelos problemas da vida real que abordamos. Significa uma concepção diferente de espiritualidade – que a espiritualidade e o ritual não são coisas externas ao mundo, mas profundamente incrustadas nele.

O Reclaiming é apoiado na espiritualidade baseada na Terra, que rejeita a ruptura entre o espírito e a matéria, e sustenta que a natureza e o mundo físico e material são igualmente sagrados, como o espírito.

Nós não acreditamos ideologicamente na separação de espírito e matéria, mas na prática, nós ainda tendemos a pensar que as coisas que são muito materiais, muito vida-real, de alguma forma não são tão espirituais. Assim, um transe para o Reino das Fadas é considerado “espiritual”, enquanto um transe para uma favela brasileira não o é. Nós podemos discutir a realidade do Reino das Fadas, mas a favela é inegavelmente real. Se nós realmente acreditamos que nossa espiritualidade diz respeito a uma profunda interligação, talvez seja mais importante para nós abraçar internamente a realidade da favela do que dançar com as fadas.

É claro que visualizar as fadas geralmente faz com que nos sintamos bem, enquanto pensar sobre favelas e guerras e acordos internacionais de comércio geralmente nos deixa desconfortáveis. Mesmo zangados, tristes, desanimados ou culpados?

[continua no próximo post]



Categoria: Artigo
Escrito por Carina às 22h11
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Rumo a uma espiritualidade ativista (parte 2)

Boa parte de nossa magia e de nosso trabalho em comunidade é voltada à criação de espaços de refúgio de um mundo cruel e muitas vezes hostil, espaços seguros onde as pessoas podem se curar e regenerar, renovar nossas energias e aprender novas habilidades. Nesse trabalho, nós tentamos nos libertar da culpa, da raiva e da frustração, e transformá-los, de forma geral, em emoções positivas.

A segurança, o refúgio e a cura são aspectos importantes da comunidade espiritual. Mas eles não são o todo da espiritualidade. Não devemos julgar nosso trabalho espiritual através da medida de quanto nos sentimos bem. O ritual é mais do que uma atividade calmante.

A espiritualidade também contém desafio e inquietação, trata de estender nossos limites e nos dar o apoio de que precisamos para assumir grandes riscos. A Deusa não é apenas uma donzela brilhante e feliz ou uma mãe nutridora. Ela é a morte tanto quanto o nascimento, escuridão tanto quanto luz, ira assim como compaixão – e se nós evitarmos o seu abraço mais ameaçador, estaremos minando o próprio poder dela e nosso próprio crescimento.

Há momentos em que é inapropriado se sentir inteiramente bem. Este é um deles. Como diz o ditado, “se você não está com raiva, não está prestando atenção”.

Isso não quer dizer que nós precisamos estar constantemente enraivecidos, ou irritados, ou culpados. Quer dizer que precisamos usar nossas ferramentas mágicas para encarar as realidades severas e opressivas que enfrentamos, reconhecer nossos sentimentos, e transmutá-los na energia de que precisamos para a mudança.

No outono passado, antes da Dança Espiral (o ritual de Samhain em São Francisco), nós recebemos uma carta que se opunha fortemente a uma invocação do ano anterior, quando havíamos encenado uma marcha simulada para invocar a Água, inclusive com um rio de pano e cantos que diziam “Não à ALCA, não à OMC, não à Privatização, Deixe o rio correr!” O autor se opôs ao ritual ter sido transformado em um “comício”.

Eu nunca tive tempo de responder a carta, mas fiquei grata ao autor porque ela estimulou muita reflexão em mim. Todos têm o direito a sua própria opinião sobre um ritual, e a sua própria estética. Há geralmente pelo menos uma invocação em todo ritual que eu pessoalmente poderia dispensar. Mas o que me interessou na carta foi a sua suposição subentendida de que um assunto como a privatização da água era de alguma forma um elemento alheio que não pertencia realmente ao ritual, e que o transformou em outra coisa.

Para nós que criamos a invocação, a privatização da água é uma questão profundamente espiritual. Porque a água que consideramos sagrada não é uma imagem abstrata, ou uma fantasia de Água, mas a substância real que nós precisamos para beber e nos banhar e cultivar nossos jardins, que fornece o habitat crucial para os peixes e as plantas, e milhares de outras criaturas, que é literalmente o sangue vital da Terra.

Se dois terços das pessoas na Terra não têm acesso à água de que elas precisam – como se prevê dentro de uma ou duas décadas – e eu estou integralmente conectada a essas pessoas, isso é uma crise espiritual, tanto quanto uma crise física e política. E se eu me engajei nessa questão, política e magicamente (como temos feito em muitas das ações em torno de acordos de comércio global que favorecem a posse das corporações sobre a água do planeta), eu preciso que meus rituais reflitam essa luta e energizem meu trabalho.

Outra suposição comum e não declarada é a de que a espiritualidade diz respeito a calma e paz, e que o conflito não é espiritual. Isso, obviamente, dificulta a integração entre o espiritual e o político, o que consiste em conflito.

Em círculos da Nova Era, um slogan comum é que “O que você resiste, persiste”. Pessoas realmente espiritualizadas supostamente não são afeitas a confrontos ou a contestações – isso seria perpetuar um dualismo não desenvolvido “nós-eles”.

[continua no próximo post]



Categoria: Artigo
Escrito por Carina às 22h08
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Rumo a uma espiritualidade ativista (parte 3)

Eu não sei de que tradição o slogan “o que você resiste, persiste” se originou, mas eu muitas vezes quero perguntar àqueles que repetem isso alegremente, “Que prova você tem”? Quando é tão patentemente óbvio que o que você não resiste persiste como o inferno e se espalha por todo lugar. De fato, uma resistência boa, forte e sólida pode ser a única coisa que permanece entre nós e o inferno. Hitler não persistiu por causa da Resistência – ele foi bem sucedido em invadir a Alemanha e em assassinar milhões porque não houve pessoas suficientes para resistir.

Em algum nível cósmico profundo, somos todos um só, e temos dentro de cada um de nós o potencial para o bem e para a destruição, para a compaixão e para o ódio, para a generosidade e para a ganância. Mas mesmo que eu reconheça o total alcance dos impulsos que existem dentro de mim, isso não apaga as diferenças entre uma pessoa que age com compaixão e amor, e outra que escolhe agir com ódio e ganância. Além disso, não cancela a minha responsabilidade em desafiar um sistema que promove o ódio e a ganância. Se eu não resistir a um sistema como esse, sou cúmplice do que ele faz. Eu me uno aos opressores que dominam as vítimas.

Eu fico surpresa muitas vezes com pessoas bem intencionadas e espiritualizadas que defendem que se irradie luz em direção aos líderes mundiais, e que repreendem os ativistas por expressarem raiva em relação às autoridades ou à polícia, que definem compaixão como amor ao inimigo – mas de alguma forma perdem de vista a necessidade de amar nossos amigos, nossos aliados, e aqueles que sofrem nas mãos dos opressores. Eu realmente não sinto muito o chamado para irradiar amor e luz para Bush ou Cheney ou os diretores do Fundo Monetário Internacional. Se eles sofrem ou não de falta de amor está além das minhas forças. Sob a minha perspectiva, eles sofrem de excesso de poder, e eu me sinto chamada a tirá-lo deles. Porque eu amo a criança no Iraque, a mulher na favela, o recruta da marinha de dezoito anos de idade que nunca sequer imaginou que estava sendo chamado para explodir civis. Eu não posso amá-los, ou a mim e a minha comunidade, de forma eficaz, se eu não for capaz de articular as diferenças reais entre os “nossos” interesses e objetivos e os “deles” – entre aqueles que têm muito pouco poder social e aqueles que têm muito.

Equiparar esse poder significa mudar um sistema monstruoso. E os sistemas não mudam facilmente. Os sistemas tentam manter-se, e buscam equilíbrio. Para mudar um sistema, é preciso sacudi-lo, romper o equilíbrio. E isso geralmente exige conflito.

Para mim, o conflito é um espaço profundamente espiritual. É o espaço de alta energia onde o poder encontra o poder, onde a mudança e a transformação podem ocorrer.

Parte de minha própria espiritualidade está na prática consciente de me colocar em posições de conflito. Como disse uma pessoa do Pagan Cluster (www.pagancluster.org) que foi seriamente ferida pela polícia, depois do comício contra a guerra em 15 de fevereiro em Nova York, “Quando todos estavam fugindo da encrenca, nós estávamos correndo em direção a ela”. Eu corro em direção a ela porque eu acredito, de modo geral, que posso ser útil lá – às vezes diminuindo a violência potencial, às vezes apenas mantendo uma intenção clara no meio do caos, às vezes apenas como testemunha.

Nossas ferramentas mágicas e insights, nossa consciência das energias e aliados em diversos planos, podem aprofundar e enriquecer nosso ativismo. E nosso ativismo pode aprofundar nossa magia, encorajando-nos a criar rituais que se identifiquem com os desafios reais que enfrentamos no mundo, que ofereçam a cura e a renovação de que precisamos para continuar trabalhando, e uma comunidade que entenda que espírito e ação são uma coisa só.

Este ensaio foi publicado pela primeira vez na edição do outono de 2003 (Hemisfério Norte) do “Reclaiming Quarterly” ( www.reclaiming.org). Para futuras reedições, favor incluir os créditos.

Copyright © 2003 by Starhawk. Todos os direitos reservados. Este copyright protege o direito da Starhawk de publicação futura de seu trabalho. Grupos sem fins lucrativos, ativistas e educativos podem circular este ensaio (encaminhar, reeditar, traduzir, postar ou reproduzir) para fins não comerciais. Por favor, não altere nenhuma parte dele sem autorização.



Categoria: Artigo
Escrito por Carina às 22h05
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Cidadania - Nós e eles: nossos irmãos animais

 

fevereiro/2004

Acho muita graça quando ouço qualquer um de nós seres humanos dizendo que nós somos "animais racionais", que somos "superiores aos outros seres vivos" e que por isso temos o direito de decidir o destino de todas as criaturas que vivem no planeta.

Pode ser difícil aceitar o que afirmarei agora, depois de ouvirmos tantas vezes, desde que nascemos, tantos discursos sobre a "superioridade humana". Não acredito que somos superiores a qualquer ser que vive neste planeta (e isso deve servir para todos os outros planetas). Somos diferentes? Isso sim. Mas superiores? É fácil concluir que não. Aliás, se observarmos animais e plantas, é mais provável que cheguemos à conclusão de que somos, sim, inferiores.

Imagine um ser que só retira da terra e do ar aquilo de que necessita para viver, que não suja o ar que respira ou a água que consome, que não faz guerras. E outro, que além disso, só mata o que vai comer, mantendo assim o equilíbrio da cadeia alimentar e do ecossistema. Não são muito mais inteligentes?

Pode-se argumentar que o homem é capaz de escrever, ler, falar... Isso só prova, pelo menos para mim, que somos diferentes, mas não que somos superiores. Quase tudo que chamamos de progresso foi conseguido à custa da destruição do nosso planeta. Os outros animais e as plantas não construíram nada parecido com o que chamamos de "civilização", mas também não destruíram nada. E todos estariam vivendo muito bem, não fosse por nossa intervenção no mundo.

Hoje um número razoável de pessoas se preocupa com a natureza, percebendo que se não tomarmos uma atitude agora, nós sofreremos as conseqüências, e não só os animais e as plantas. Mas muitos apenas se conscientizam por interesse próprio, e não porque entendem que nós não somos a única espécie neste planeta que tem direito à vida. Enquanto a mentalidade do ser humano em relação aos outros seres não mudar, é improvável que a destruição do planeta chegue a um fim. Por isso, não devemos cuidar dos animais e das plantas pensando que somos responsáveis por eles porque somos superiores, e porque precisamos deles. Devemos entender que eles têm direito à vida e ao bem-estar tanto quanto nós, e que portanto devemos tentar reparar todos os males que nossa espécie já causou a eles. E nessa tarefa, cada um de nós deve fazer a sua parte.

Há infinitas formas de ajudar. Diversas instituições prestam serviços aos animais, e você pode ajudá-las. Segue uma lista de entidades que promovem a adoção de animais:

Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo
Fones: (11) 6221-9755 ou 6221-2842
Rua Santa Eulália, 86
02031-020 São Paulo - SP

Uipa - União Internacional Protetora dos Animais
Fones: (11) 228-0178 ou 259-0448 (para denúncias de maus-tratos)
Rodovia Presidente Castelo Branco, 3.200
São Paulo - SP

Suipa - Sociedade União Protetora dos Animais
http://www.suipa.org.br/
Fones: (21) 501-1529 ou 501-9954
Avenida Suburbana, 1801
Rio de Janeiro - RJ

Canil Público de Brasília
Fone: (61) 226-9336
SAIN - Entrada do contorno do bosque - lote 4
Gerência de Controle de Zoonoses
Brasília - DF

Adote uma tartaruga - Projeto Tamar
(adoção simbólica de tartarugas marinhas)
http://www.tamar.com.br/

Confira abaixo os links para sites de outras instituições:

Maltratar animais é crime!

 



Categoria: Artigo
Escrito por Niamh às 21h09
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Fim de um projeto

Em 2003, iniciei um projeto que batizei de “Comunidade Neopagã Brasileira”. O objetivo era que, através de um site que trouxesse informações sobre as várias vertentes do neopaganismo – artigos, entrevistas, notícias, indicações de cursos, etc. – se criasse, no mundo real e não só na Internet, uma verdadeira comunidade que reunisse todos aqueles brasileiros identificados com os valores neopagãos. O que eu sonhava era assistir à formação de grupos de estudo, covens etc. – algo de que eu mesma sentia falta.
Nesses quatro anos de existência do projeto, acredito que ele tenha servido a essa comunidade – que mudou em muitos aspectos, mas que continuou a mesma em outros. Mas uma coisa que continuei ressentindo foi a solidão. E o projeto era grande demais para ser tocado por uma pessoa só. Então decidi encerrá-lo, e me dedicar a outros projetos, como o site do Caer Piratininga e o da Druid Network no Brasil (os links estão ao lado).
Publicarei neste blog alguns dos textos, artigos e entrevistas publicados originalmente no site da Comunidade Neopagã Brasileira, e que julgo serem ainda relevantes.
O artigo abaixo foi o primeiro a ser publicado naquele site, e na época traduzia os meus anseios por uma comunidade mais unida, que me levaram a iniciar o projeto.
Ao voltar para o artigo, acreditava que talvez ele estivesse ultrapassado, mas vejo que muito do que ele retrata ainda é verdade na nossa comunidade hoje.

Escrito por Niamh às 19h17
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Artigo: Meu "coven"

Texto de Patricia Telesco, publicado com autorização da autora

Eventos de aproximadamente um ano para cá têm me feito pensar sobre muitas coisas em nossa comunidade. Pelo menos uma delas é o por que de algo em torno de 70% de nós continuarmos solitários. Oh, certamente alguns vivem em uma área onde é impossível encontrar um grupo. Alguns podem não conseguir encontrar o grupo certo, não importando o quão numerosos são os neo-pagãos ao seu redor, e outros ainda podem ter medo de afiliar-se a um grupo por obrigações pessoais ou profissionais.

Olhando para os últimos 18 anos, eu me recordo bem de querer fazer parte de algo maior que eu... encontrar um grupo e companheirismo. Quando a minha mania boba de fazer perguntas e desafiar o status quo não foi bem vinda localmente, eu simplesmente enfiei aquele sonho dentro do bolso e aprendi sozinha. Não acho que estou desacompanhada nessa realidade.

Conforme os anos se passaram, eu passei a viajar cada vez mais. Isso me levou à idéia de que afinal eu teria encontrado o meu lar. Esse era o meu coven... toda a comunidade é o meu "coven" pois é a eles que eu sirvo. Mas agora eu me pergunto se isso também estava errado.

Examinando nossa família tanto quanto disfuncional, tem havido um grande crescimento, mas isso tem custado caro. Nós não honramos verdadeiramente nossos sacerdotes, nossos anciãos, nossos professores - vejo a maioria deles se esgotando porque todos tomam, mas poucos retribuem. Apenas observe qualquer site que busca patrocínio para ver a validade dessa verdade. Poucas pessoas "reais" - aquelas que seguem o círculo de Honra, Respeito e Gratidão - carregam os muitos, freqüentemente a um custo que só eles jamais saberão. E o que é mais triste é que esses "muitos" nunca se preocuparão em realmente conhecê-los... ou apreciá-los até que eles se consumam e desapareçam. Quer outro bom exemplo? Observe quantas pessoas se irritam quando você ousa falar em pagar os nossos clérigos para que eles possam realmente conseguir servir em tempo integral e cuidar de suas famílias. Ou por exemplo cada vez que alguém não critica um erro porque "não estamos na posição de julgar".

Nós ESTAMOS na posição de julgar. Se não o fizermos, quem fará por nós? De fato, nós estamos sendo julgados por um mundo que nos classifica regularmente de não profissionais e excêntricos porque falamos em coisas como "perfeito amor e perfeita confiança" em uma conversa e então entramos em guerras bruxísticas. Nós temos pessoas que pretendem ser levadas a sério quando se autodenominam raio de lua arco-íris espírito de coelho, e contudo eles apenas vão a festivais e encontros para divertir-se e socializar (não para fazer o trabalho, não para elevar a magia, e não para olhar para dentro de seus espíritos).

Ainda pior, nós ficamos tão receosos da palavra "organização" (pensando que de alguma forma isso significa desistir de nossa visão) que nós nos aglomeramos ao redor de pequenos grupos, em que alguns vêm e alguns vão, mas sem nunca mostrar nenhum sinal de continuidade ao Mundo. Quem somos nós? Qual é a nossa verdade sagrada? Que Círculo nós estamos realmente seguindo? Qualquer um que ousar responder essa pergunta é abatido por milhares de setas envenenadas banhadas em uma visão pessoal hipócrita. Ninguém nunca nos disse que ter esboços em preto e branco não quer dizer que não se pode desenhar fora das linhas - e mesmo trazer seus próprios gizes de cera? O que é que nós de fato tememos? Que nós talvez tenhamos que ser responsáveis pela organização que nós promovemos... que nós tenhamos que TRABALHAR para torná-la realidade, e válida, e construída em terreno sólido ao invés de areia? Oh, não... isso não.

Não me entendam mal. Com certeza há pessoas honestas em nosso meio que não estão se exibindo, satisfazendo o próprio ego, procurando dinheiro em uma moda passageira, ou fazendo farra o tempo todo. Mas sabe do que mais? Você provavelmente não sabe quem é a maioria deles - eles estão atrás dos bastidores fazendo as coisas acontecerem a todo o momento de cada dia, muitas vezes abrindo mão de seu tempo pessoal e familiar pelo que acreditam. E eu me pergunto se eles, como eu, acreditam ter achado seu coven na comunidade... e se eles também se decepcionarão ainda mais uma vez.

A resposta para essa pergunta depende de cada pessoa que lê este artigo. Só você pode julgar seu coração e suas ações. Só você pode decidir o quanto é suficiente para retribuir àquilo em que você acredita. Só você pode determinar o que constituirá uma comunidade real, viável e duradoura... e só você pode agir e manifestar-se para efetuar uma mudança em direção ao pensamento, palavra e ação éticos todos os dias.

Se nossas vidas são o altar e ato de adoração, cada um de nós precisa perguntar-se a si mesmo o que colocamos nesse altar. Foi arroz de minuto ou fast food ou algo substancial e duradouro? E enquanto checamos os ingredientes do alimento da nossa alma, podemos também checar cuidadosamente com o que estamos alimentando nossas mentes e corações (para não mencionar os das pessoas que amamos). Nós servimos porções generosas de honestidade, compaixão, atitudes amorosas, orientação cuidadosa e crítica construtiva ou é tudo superficial? Por exemplo, quando você pergunta a alguém como ele está - você quer a verdade, ou você quer o que é confortável? Sua espiritualidade se tornou uma convenção social sobre a qual você não pensa realmente - que não o TRANSFORMA realmente? Em caso positivo, pare agora e pergunte a si mesmo por que você continua. A que bem maior isso serve?

Saiba que eu falo a mim mesma aqui. Eu vi muitos desses problemas acontecerem na minha vida, freqüentemente de formas dolorosas. Aprender não é sempre divertido, fácil ou suave. Mas se não compartilharmos o que aprendemos com toda a honestidade e luz que temos - então para que tudo isso? E assuntos como este certamente não são divertidos - de fato, tendem a ser um dedo em muitas feridas e a nos desafiar a limpar as nossas ações.

Por onde começar? Com um passo positivo e nobre por vez (até o menor passo significa movimento adiante). Se cada um de nós fizer isso de fato, com atenção e estímulo, podemos começar a transformar a nossa realidade... frente ao mundo todo. Ouse dar esse passo. Ouse viver todas aquelas coisas que defendemos da boca para fora livremente. Ouse mudar o mundo, fazer do Todo o seu coven, mas comece por seu próprio coração e seu próprio quintal.

Paz.

Artigo publicado em 23 de dezembro de 2002 no site Witch Vox.



Categoria: Artigo
Escrito por Niamh às 19h17
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Black is beautiful... e economiza energia

Fonte: Instituto Akatu (27 de Abril de 2007)

Acaba de surgir um novo movimento no mundo da internet, baseado em um conhecimento antigo mas que andava esquecido: monitores de vídeo gastam mais energia para mostrar a cor branca do que a cor preta.

Para exibir a cor branca, os monitores de vídeo gastam cerca de 74 watts, enquanto uma tela preta consome 59 watts. O fenômeno ocorre porque os monitores compõem os diversos tons a partir da combinação de outras cores. Para apresentar o branco, é preciso usar todas as cores e para apresentar o preto, é quase como ficar apagado. Assim, cada cor consome uma quantidade específica de energia, dependendo da quantidade e dos tipos de tons que precisam ser misturados para apresentá-la. Veja [abaixo] uma escala de gasto médio de energia para exibição de algumas cores. As medições foram feitas por profissionais da Rising Phoenix Design, a empresa líder do movimento BlackBack Web Theory (Teoria do Preto de Volta à Web).


Baseado nessa escala foi criado o padrão chamado Emergy-C, um conjunto reunindo as cinco cores que demandam menos energia, mais o branco que deve ser usado para as letras. Para ter uma noção da aparência de um site baseado na Emergy-C, você pode visitar o EcoIron, um blog voltado para o ambientalismo na informática. O autor desse blog, Mark Ontkush fez um cálculo interessante, com os dados da Emergy-C. Considerando que a página do buscador Google recebe cerca de 200 milhões de visitas por dia, e estimando que cada internauta fique, pelo menos, 10 segundos fazendo a consulta, se a cor de fundo da página fosse preta, em vez de branca, haveria uma economia de 750 MWh por ano. Não é pouco. Essa energia seria suficiente para abastecer 284 famílias-padrão durante esse ano.

Pensando nisso, Ontkush faz um apelo para que o Google adote o preto como cor de fundo, e de quebra recomenda que todos que desenham sites, pensem em aderir ao web design de baixa wattagem. Essa economia é mais significativa nos monitores de tubo de raios catódicos (ou seja, aqueles modelos maiores em profundidade, tanto os monitores de computador quanto os aparelhos de televisão) e dos novos de plasma (tv´s, monitores de computador e também palm-tops). As telas de cristal líquido já são mais econômicas por natureza.

Escrito por Niamh às 18h51
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