Matéria: A possível Revolução Energética

http://diplo.uol.com.br/2007-04,a1559

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Num relatório alternativo sobre mudança climática, o Greenpeace propõe mobilização mundial para salvar o planeta. E demonstra, com base num amplo estudo científico: as soluções técnicas para a sustentabilidade já existem, e conduzem a lógicas e paradigmas pós-capitalistas.



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Escrito por Carina (Corr) às 16h14
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O Anam Cara

Por ocasião do dia do amigo (ontem), publico abaixo um texto sobre o conceito celta de amor e amizade retirado do livro "Anam Cara", de John O'Donohue*.

Dedico este texto ao Claudio, à minha família no Caer Piratininga, e à Preta, todos eles verdadeiros amigos de minha alma.

"Na tradição celta, existe um belo entendimento do amor e da amizade. Uma de suas noções fascinantes é a noção de amor de alma; a antiga expressão gaélica para isso é anam cara. Anam é a palavra gaélica para alma, e cara é a palavra para amigo. Assim, anam cara, no mundo celta, era o "amigo da alma". Na antiga igreja celta, uma pessoa que agia como professora, companheira ou guia espiritual era chamada de anam cara. Originalmente, isso se referia a alguém a quem se confessava, revelando as intimidades ocultas da vida. Com o anam cara, podia-se partilhar o eu mais íntimo, a mente e o coração. Essa amizade era um ato de reconhecimento e ligação estreita. Quando se tinha um anam cara, sua amizade atravessava todas as convenções, virtudes e categorias. Estava-se unido de um modo antigo e eterno ao "amigo da alma". O entendimento celta não estabelecia limitações de espaço ou tempo à alma. Não existe prisão para a alma. A alma é uma luz divina que flui dentro de nós e dentro do Outro. Essa arte de ligação estreita despertou e favoreceu um companheirismo profundo e especial. Em Conferences, John Cassian afirma que esse laço entre amigos é indissolúvel: "Isso é o que nenhum acaso rompe, nenhum intervalo de tempo ou espaço pode desunir ou destruir, e que nem mesmo a própria morte pode separar."

Na vida de todos, existe uma grande necessidade de um anam cara, um amigo da alma. Nesse amor, somos compreendidos tal como somos, sem máscara ou afetação. As mentiras e meias-verdades superficiais e funcionais das relações sociais dissolvem-se, pode-se ser como realmente se é. O amor permite que a compreensão se manifeste, e a compreensão é preciosa. Quando se é compreendido, fica-se à vontade. A compreensão alimenta a relação. Quando nos sentimos realmente compreendidos, sentimo-nos desembaraçados para nos liberar à confiança e abrigo da alma da outra pessoa. Esse reconhecimento é descrito em um belo verso de Pablo Neruda: "Tu não te pareces com ninguém porque te amo." Essa arte do amor desvenda a identidade especial e sagrada da outra pessoa. O amor é a única luz que pode verdadeiramente ler a assinatura secreta da individualidade e da alma da outra pessoa. Somente o amor é letrado no mundo da origem; ele pode decifrar identidade e destino.

(...)

A tradição celta reconhecia que uma amizade de anam cara era adornada com afeto. A amizade desperta o afeto. O coração aprende uma nova arte de sentimento. Tal amizade não é cerebral nem abstrata. Na tradição celta, o anam cara não era meramente uma metáfora ou ideal. Era um laço de alma que existia como um constructo social reconhecido e admirado. Ele alterava o significado da identidade e percepção. Quando o afeto se anima, o mundo do intelecto adquire uma nova ternura e compaixão. O anam cara resulta em integração epistemológica e cura. Olhamos, percebemos e compreendemos de maneira diferente. Inicialmente, isso pode ser dilacerador e incômodo, mas aos poucos apura a sensibilidade e transforma o nosso mode de ser no mundo. A maior parte do fundamentalismo, cobiça, violência e opressão pode ser remontada à separação da idéia do afeto. Por um tempo excessivo, estivemos cegos às riquezas cognitivas do sentimento e à profundidade afetiva das idéias. Aristóteles afirmou em De Anima: "A percepção é, ex hypothesi, uma forma de afeto e de ser comovido; e o mesmo se aplica ao pensar e ao saber. (...) Pensar, particularmente, é como um afeto peculiar da alma." A perspectiva do anam cara é sublime porque nos permite entrar nessa unidade de vinculação antiga.

(...)

Uma oração da amizade

Que sejas abençoado com bons amigos.
Que aprendas a ser um bom amigo para ti mesmo.
Que sejas capaz de viajar àquele lugar na tua alma onde existe grande amor, calidez, sentimento e perdão.
Que isso te modifique.
Que isso transfigure o que é negativo, distante ou frio em ti.
Que sejas apresentado à verdadeira paixão, parentesco e afinidade da vinculação.
Que prezes os teus amigos.
Que sejas bom para eles e que estejas lá para eles; que eles te tragam todas as bênçãos, desafios, verdade e luz de que necessitas para a tua viagem.
Que nunca fiques isolado.
Que sempre fiques no sereno refúgio da vinculação com teu anam cara."

* John O'Donohue vive na Irlanda e é um pesquisador católico e poeta, formado em filosofia e literatura inglesa, com Ph.D em teologia filosófica. Sua língua materna é o gaélico.

Foto: Ipê amarelo e paineira. Fotógrafo: Fabio Barros.



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Escrito por Carina (Corr) às 15h58
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Druidismo, responsabilidade e sacerdócio

 

Uma das características que diferenciam as religiões neopagãs da maior parte das religiões "estabelecidas" é a ênfase que aquelas dão ao caminho do sacerdócio, enquanto estas dividem os fiéis em seguidores e sacerdotes. Assim, enquanto a maior parte das religiões que conhecemos designa papéis específicos e diferenciados para aqueles que desejam se dedicar inteiramente à religião e para aqueles que preferem seguir seus preceitos sem no entanto desempenhar atividades sacerdotais, nas atuais religiões neopagãs, ligadas à terra, tais como a wicca, o xamanismo e o druidismo, o compromisso com o sacerdócio é considerado, no mais das vezes, uma parte obrigatória para aqueles que desejam seguir essas religiões.

Leia o artigo completo em: http://druidnetwork.org/saiba_mais/artigos/Sacerdocio.html



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Escrito por Carina às 19h31
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